sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Separação

Sou o que o teu corpo me deixa ser
e na aurora que rompe
vejo o anoitecer.


Em que lençol deixaste
tua alma perdida?
O dia vai abrir-se
como uma ferida.


Entre quatro paredes
alastra-se o nevoeiro
que nos separa.


Lado a lado aprendemos
que a noite é uma gruta
e o dia é uma espada.



(Autor desconhecido)

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